essa história de desenhar e inventar coisas (layouts, logos, infográficos, whatever) me bota pensando. e não é qualquer dia que estou todo feliz e cheio de idéias novas, daí as coisas inventadas saem bem medíocres. ontem foi um desses dias.
não dá pra sair ileso de um dia desses. poxa vida, são meus fiotes e, por mais simples que seja, eu quero que fique o melhor que eu consigo fazer naquela hora! dá pra enganar qualquer outra pessoa, menos o pai da criança. juro. eu já tentei e não funciona.
com tudo isso na cabeça, cheguei em casa e achei um livro que li faz um tempo e me ajudou a tirar um tanto de minhocas da cabeça. (deus sabe que tem muitas por lá ainda, mas vamos atacar um canteiro por vez!)
segue um trecho que casa direitinho com o que eu estava pensando:
[...] if there were an ongoing redefinition of “what chess is”, you’d probably feel a little uneasy trying to play chess. Of course you could always stick with the game by limiting yourself to a few easy moves you’ve seen work for others. Then again you might conclude that since you weren’t sure yourself what chess was, you weren’t a real chess player and were only faking it when you moved the pieces around. You might secretly come to believe that you deserve to lose. In fact, you might even quit playing entirely. If the preceding scenario sounds farfetched vis-a-vis chess, it remains discouragingly common vis-a-vis art.
But while you may feel you’re just pretending that you’re an artist [ou um designer], there’s no way to pretend you’re making art. Go ahead, try writing a story while pretending you’re writing a story. Not possible. Your work may not be what curators want to exhibit or publishers want to publish, but those are different issues entirely. You make good work by (among other things) making lots of work that isn’t very good, and gradually weeding out the parts that aren’t good, the parts that aren’t yours. It’s called feedback, and it’s the most direct route to learning about your own vision. After all, someone has to do your work, and you’re the closest person around. [...]
Art & Fear, Observations On The Perils (and Rewards) of Artmaking.
isso tudo me lembra uma frase que li outro dia. ficou morando no meu msn por algum tempo, mas não o bastante pelo jeito.
Inspiration is for amateurs. I just get to work.
em outras palavras, pára de ficar pensando tanto. senta a bunda e faz. simples, assim, e funcionou todas as outras vezes que me bateu essa TPM profissional.
pra terminar, uns pensamentos que moram na parede do escritório lá em casa. é onde coloco as coisas para as quais eu deveria olhar todo dia.
se eu realmente lesse o que eu coloquei lá na parede eu parava de mimimi.

4 Comentários
Eu to com TPM de TCC. Tem alguma dica?
Bjos.
sei de um remedinho caseiro que é tiro e queda: lexotan. se funcionou pra minha cirurgia do siso, funciona pra qualquer coisa, jan.
acho que meu orientador nunca ouviu falar.
1/quartinho de lexotan seria suficiente? :-P
aproveita enquanto 1/4 resolve… aqui a pouco só com cianureto – no orientador.