A tonalidade azul do queijo

Havana, Cuba

Havana, Cuba

— O senhor se interessa por uma pessoa, não pela vida – e as pessoas morrem ou nos deixam, sinto dizê-lo. Não refiro à sua esposa. Mas, quando nos interessamos pela vida, ela nunca nos desaponta. De minha parte, me interesso pela tonalidade azul do queijo. O senhor não é adepto das palavras cruzadas, não é mesmo, sr. Wormold? Eu sou, e digo que são como as pessoas; todas chegam a um fim. Posso terminar qualquer palavra cruzada dentro de uma hora, mas tenho uma ideia sobre a tonalidade azul do queijo que jamais chegará a uma definição – embora, naturalmente, seja normal sonhar que algum dia, talvez… Qualquer dia desses levarei o senhor até o meu laboratorio.

— Preciso ir embora, Hasselbacher.

— Devia sonhar mais, sr. Wormold. A realidade, em nosso século, não é algo que se deva enfrentar.

Nosso homem em Havana. Graham Greene. Coleção L&PM Pocket, vol. 649, L&PM Editores, Porto Alegre, RS. 2007. p. 11. Tradução de André de Godoy Vieira.

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Um Comentário

  1. Publicado 20 de julho de 2009 em 20h01 | Permalink

    Oi Fábio
    Obrigada pela (s) visita ao blog e por deixar eu pimeiro comentário!
    Sim, paga-se CAD 8 pela cestinha, come o quanto aguentar e leva a cestinha cheia para casa. É mesmo um perigo, o povo só parou de comer por medo de dar um tal de piriri! :D

    Bom, agora com licença que vou fuçar seu flickr (com todo o respeito!) e o seu blog!
    Abraços
    Lapin-Mère

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